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Toxicomania e a ordem simbólica

  • Foto do escritor: Ederson Marqui Erig
    Ederson Marqui Erig
  • há 6 dias
  • 1 min de leitura

Segundo Schermann (1998, p. 227) “Frente à castração, à falta no simbólico, a pulsão se agarra ao objeto significantizado ou não, para responder à angústia que vem do impossível da relação sexual”.

Conforme abordado anteriormente, há um “curto – circuito” entre o adicto e a ordem simbólica, a ordem fálica, este não admite a castração. Como a psicanálise nos remete ao segundo tempo do Édipo, no interdito imposto pelo pai na relação dual mãe – filho. Possibilitando um corte, privando a mãe e frustrando a criança de ser objeto do gozo materno. Assim, o pai instaura a marca, fazendo com que o sujeito renuncie ao gozo pulsional, instituindo o sujeito na linguagem.

“A renúncia ao gozo pulsional implica uma separação do auto – erotismo para permitir que o sujeito possa se lançar numa dialética com o Outro. O Outro da linguagem, da Lei e da significação” (FERNÁNDEZ, 1998, p. 136).

Na toxicomania percebe – se que a relação dual prevalece, sem um terceiro ou como abordamos acima ao verificar o interjogo da família do toxicômano onde, este terceiro se apresenta falho, desvalorizado, ou então de outra forma este terceiro apresenta – se no real. “As relações duais se fazem promover ativamente, o terceiro interferindo somente sob a forma bem real e encarnada – não mais simbólica – da autoridade, seja ela judiciária, policial, educativa, douta, etc” (MELMAN, 2000, p. 119).

 
 
 

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Ederson Erig
Psicólogo e Psicanalista CRP 08/12867 – (e-Psi)

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